Cem herdeiros dividem a herança. E o controle da Ferrari não se dividiu
Cerca de cem descendentes de Giovanni Agnelli controlam Ferrari e Stellantis com cerca de 53% de uma holding. A jurisdição e o voto reforçado por trás disso.
Casos reais, mudanças de legislação e estratégia patrimonial, escritos para quem decide.
Cerca de cem descendentes de Giovanni Agnelli controlam Ferrari e Stellantis com cerca de 53% de uma holding. A jurisdição e o voto reforçado por trás disso.
Em 2022, a holding da família Arnault foi reorganizada para travar o controle da LVMH entre os cinco filhos por 30 anos.
O grupo Tata é controlado por trusts filantrópicos há mais de 150 anos. Participação econômica não é comando, quem define isso é a estrutura.
Proteção patrimonial legítima é isolamento de risco, montado antes do problema e de boa-fé, não esconderijo depois que a dívida já existe.
Por anos, a offshore foi vendida como fórmula mágica de imposto zero. A Lei 14.754/2023 esvaziou essa ilusão de forma definitiva.
O Banco Médici tinha engenharia societária avançada para a época. Ainda assim, caiu em cerca de um século. O contraponto do VOC.
Desde 1856, a família Wallenberg controla Ericsson, Saab, Electrolux e mais através de fundações e ações de voto duplo.
Em 2022, Yvon Chouinard transferiu toda a Patagonia para duas estruturas separadas: voto de um lado, dividendo do outro.
Desde 1982, o controle está numa fundação sem acionistas. A sucessão já tinha acontecido 36 anos antes da morte do fundador.
Dolarizar patrimônio em DeFi é estratégia legítima. O erro é achar que isso substitui governança jurídica e entrega invisibilidade fiscal.
O trust de 1934 e o family office Room 5600 sustentam a perpetuidade da fortuna Rockefeller. O que isso significa para a Lei 14.754.
Eduardo Saverin mudou de residência anos antes do IPO do Facebook e pagou o exit tax. Residência e timing, não sigilo, decidem a eficiência de um grande ganho.
A VOC durou dois séculos por causa de três institutos que você ainda usa hoje: responsabilidade limitada, hedge de fluxo de caixa e governança que sobrevive ao dono.
Séculos antes do trust inglês, o direito islâmico já separava titularidade de benefício. A origem de 1.400 anos do trust e da fundação usados hoje.
Dubai e Abu Dhabi criaram ilhas de common law com regimes de fundação para sucessão. Jurisdição virou uma escolha ativa, também para o residente brasileiro.
A empresa liderava o mercado de chocolates quando foi vendida à Nestlé. O que a derrubou não foi a concorrência, foi a falta de acordo de sócios.
Morte de um sócio, duas avaliações com vinte vezes de diferença e quase dez anos de perícia. O que faltava no contrato social.
Hans Wilsdorf não tinha herdeiros e transferiu a empresa para uma fundação em Genebra. A lógica de 1945 vale para qualquer holding familiar.
Holding familiar, trusts por ramo e voto delegado de forma irrevogável. A arquitetura que mantém 46% do Walmart sob controle único.
O vazamento de 2015 expôs milhões de usuários. O que a LGPD exigiria hoje de empresas que tratam dados sensíveis.
A busca pela "verdadeira Martha" e os limites entre ficção, dados pessoais reais e o GDPR.
A revolução digital na saúde trouxe desafios éticos sobre privacidade, transparência e responsabilidade.
Casos reais mostram como dados pessoais influenciam decisões da Justiça do Trabalho.
Governança da privacidade, processos bem definidos e segurança da informação.
Vazamento, roubo de identidade, phishing e ransomware: tipos de incidentes e estratégias de prevenção.
Ter a entidade no papel deixou de bastar. A Lei 526/2026 do Panamá tornou explícito o preço de não ter substância econômica real.
Freeport, procedência e titularidade: a estrutura real por trás de uma coleção de arte, e o que mudou com o ITCMD.
SPV órfã, purpose trust e Convenção de Cape Town: a engenharia jurídica por trás de um jato particular.
Registrar em 48 horas é fácil. Sobreviver à auditoria de onboarding de um banco Tier-1 é o verdadeiro desafio.
As Bahamas proibiram o nominee director em 2026. Entenda por que isso é o fim do anonimato, não da offshore.
CRS, IN 208 e Lei 14.754/23 mudaram as regras. Mônaco ainda funciona, mas só para quem realmente saiu do Brasil.
O caso Wahaha e o risco fatal de offshores sem documentação: o que o litígio ensina sobre trusts, sucessão e a Lei 14.754/23.
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